Entenda que ser um bom link builder não é apenas saber todas as técnicas. Textos decorados não te fazem ganhar links

Não sei. O Link Building, assim como todo o universo do marketing digital muda, quase que diariamente. 

Eu tenho visto por aí, principalmente com a pandemia, cursos gratuítos, webinars e diversas técnicas explanadas aos 4 cantos da internet.

Isso é ruim? Não, absolutamente. Isso é ótimo. A questão é o que a gente faz com tudo o que a gente aprende e como aplicamos em nosso dia a dia. 

O que molda um bom link builder

Há alguns anos, mais precisamente, 10, eu trabalho com link building e comunicação digital.

Já passei por redação, redes sociais, inbound marketing… e tudo isso trabalhando com link building. 

Lembro que a primeira vez que conquistei um link, o meu chefe estava viajando de férias e eu fiquei tão feliz que mandei um whats pra ele, do outro lado o mundo só para falar da minha conquista. 

Acho que naquele dia eu fui mordida pelo mosquitinho do prazer.

E tá aí o que molda um bom link builder. O prazer. Claro que não é só isso, né. 

Tem técnica? Tem! Eu mesma leio diariamente uns 2 ou 3 artigos de especialistas do mundo falando sobre links e dando estratégias mirabolantes para você conquistar seus links. 

Só que tem um erro nisso tudo: o que funciona para um, não funciona para o outro e é aí que a gente comete nossos equívocos diários. 

Então, o que molda um bom link builder é o prazer aliado com o discernimento de entender o que poderia ou não funcionar para seu cliente ou site. 

gif bem humorado sobre os processos do link building

Estratégias… esqueça de uma vez por todas… agora

O subtítulo chama atenção, né? E é justamente isso. Viu só como você parou pra ler, ao menos essa linha? 

O que eu quero dizer com isso? Quero tentar colocar na mente de vocês que estratégias não são eternas.

Não adianta você escrever no ppt, que aceita tudo, uma super estratégia e no fim das contas não aplicar ou não entender que ela não vai surtir efeito. 

Eu já tive link builders que chegaram pra mim e disseram: olha, eu fiz isso aqui há uns anos e deu super certo.

Funcionou tão bem que bla bla bla… porque é isso mesmo. 

Estratégias não são nada se você não entender a tríade: objetivo do site, comunicação, o que pode dar certo. E eu explico o que é isso. 

Objetivo do site: Quando um cliente chega pra você, normalmente ele vem com um objetivo mirabolante de aumentar as vendas ou então o posicionamento ou então as duas coisas… que por sua vez, estão interligadas.

Certo? Certo. O link builder precisa entender isso e montar ideias que condigam com esta meta.

Não adianta a equipe onpage estar super com foco no objetivo e você querer fazer texto com lista sobre piadas de português, por exemplo. 

Comunicação: Outro ponto essencial. Um dos mais importante eu diria. Você pode montar uma super estratégia, desenvolver infográfico, artigo, release… se você não tiver o dom de saber pegar nas entrelinhas… você não vai conseguir seus links.

Jornalista, blogueiro ou dono de portal não quer saber de firulas. Com ele é pode, não pode… e sem espaço para perguntas. 

Eu vejo muita gente por aí com outreach assim:

“Olá, te interessa publicar esse conteúdo? Ele é super legal para o seu portal por xxx”

O jornalista não vai nem responder. Acredite. Perguntar a um blogueiro se ele quer publicar, se ele acha legal é pedir para ser ignorado… e com louvor. Se eu puder dizer algo aqui é: seja direto.

Leia as entrelinhas da comunicação e não fique cagando regras que não vão dar certo. 

Fazer link building é como levar uma garota pra sair pela primeira vez. Se você ficar inseguro, ela pula fora. Se você se glorificar demais, ela pula fora, se você for ansioso demais, ela pura fora. 

Que tal ser só você? Isso ajuda. Assim como no link building. O outro lado da moeda (email de conquista) é um ser humano como você. Então, seja você. 

Eu tenho um estagiário que é super bem humorado e adora fazer piadas flopadas.

Quando eu percebi que isso era o diferencial dele, o ajudei a colocar nas estratégias de comunicação dele. Resultado?

O cara tá conquistando link e ainda gerando interação dos blogs e portais. Sabe por quê? Porque ele está sendo ele. Apenas. 

O que pode dar certo ou errado: Aqui também é um ponto importante. Vejo comumente estratégias que vão durar um mês.

Aí o profissional vai lá, coloca o assunto do email, cria o outreach e começa a mandar bala… 

1 semana depois: nada

2 semanas depois: nada

Deu certo? Não. 

E o (&¨( da P(&* não tem a pachorra de entender que aquilo não vai funcionar.

Cara, muda. A gente muda constantemente, todos os dias… porque que você tem que fazer tudo igual e ainda achar que vai funcionar da mesma maneira. 

Não adianta mesmo querer ter resultados diferentes fazendo a mesma coisa. 

E o que fazer então? Como eu conquisto links?

Eu não sei a fórmula mágica. Não existe, aliás. Se link building fosse fácil, não teria por aí tanta gente comprando links, criando pbns, desesperado por um link.

Aí tem empresa por aí que chega metendo banca. Falando que link building se faz com Data Driven e que lidera tudo. É verdade mesmo? 

Nunca! 

gif com cena de stranger things para ilustrar verdade sobre link building

Pode esquecer quem te prometer mundos e fundos. Saia correndo. É a mesma coisa de um casamento.

Não adianta falar que vai ser fiel. Tem que ser fiel. Então, pense nisso.  

Link se conquista com comunicação, com ideias legais… link se conquista sendo você mesmo. Tem Data Driven? Claro que tem. Tem pesquisa? Claro que sim.

Eu mesma trabalhei nos últimos 2 meses com uma estratégia baseada em dados. E deu certo? Bombou!

Mas eu unifiquei a teoria do link building, o processo para começar a comunicação e a cereja que foi: comunicação.

Eu brinquei com jornalista, mandei email mais sério, mandei email mais descontraído, fiz piadinha… e pasmem: foram mais de 25 links em duas semanas. 

Ó, como você faz isso? 

Simples. Eu não fico seguindo regras. Eu adapto as regras às minhas necessidades. 

Entendam isso como uma regra: Adaptem às regras a sua necessidade. E sim, regras foram feitas para serem quebradas e ultrapassadas.

O medo nos trava, a resistência nos trava… mas, o desejo de ir além sempre me fez quebrar regras. 

Ah, mas meu chefe não me deixa fazer isso… você pode dizer. Então, largue o emprego e procure outro.

Ter um chefe que te prende e não te dá autonomia só vai fazer você se sentir um profissional mediano. Coisa que você não é. 

E funciona mesmo? Link Building dá mesmo certo? 

Ô se dá! 

E link já não é mais só o link no anchor text para levar tráfego de referência para o site, ta? Isso é só a base do iceberg. 

Link é comunicação, autoridade, assessoria de imprensa. Sim, é assessoria de imprensa também. 

Como eu tenho certo tempo nessa área, vi as mudanças que ela teve ao longo do tempo. 

Antes ninguém sabia o que era link, colocava tudo em diretório 

O Guest Post ganhou o mundo

O Google percebeu isso e começou a barrar

link building com estratégias perdidas

E agora, o link building é uma das principais estratégias de marketing, junto com o SEO, claro.

Tanto é que jornalistas, assessores de imprensa começaram a entender isso. Só que eles começaram a entender pelo lado errado. 

Ainda estão com a mente de que o que vale é mesmo o link, sem valor editorial. Entenderam isso e começaram a cobrar pelos links (sociedade capitalista é uma merda, mesmo). 

Ao cobrar por um link você está diminuindo a relevância dele. Conselho é bom? É. Você cobra por ele? Não. 

Garanto que quando um amigo te chama para chorar as pitangas pelo fim do relacionamento você leva ele para o bar e começa a falar, né? E você apresenta suas provas sobre o papo. 

O mesmo é o link. Você tá no seu blog ou portal e vai cobrar pelo conselho? Que tipo de blogueiro é você? 

Temos que aprender que referenciação de fontes é uma das pegadas editoriais mais importantes. 

Link Building além dos portões da técnica

Recentemente  Hedgehog criou a pesquisa State Of Search Brasil. Uma pesquisa inédita que fala sobre o comportamento de busca do brasileiro.

Inédito porque a gente não sabia destes dados de uma maneira tabulada. Era tudo suposição… 

O que o Felipe Bazon fez? Me incubiu de ir além. Não interessa o que eu fizesse. Percebem que ele me deu autonomia para trabalhar? 

E foi aí que eu coloquei ele, em um sábado, no horário nobre do SBT em uma matéria sobre compras na Pandemia. 

O que eu fiz? Foi sorte? Foi cagada? 

Não, foi trabalho. Networking. Eu sou falante, brincalhona e construí uma rede de amigos. Amigos mesmo… que me acompanham nessa jornada pelo mundo dos links. 

Um deles é jornalista do SBT e o que eu fiz? Sem querer querendo plantei a sementinha nele… 

Ele gostou da ideia. Da aproximação e foi aí que tudo aconteceu. Imaginem que o mundo do SEO saiu dos sites e blogs de marketing e foi parar em rede nacional. 

Eu tenho orgulho disso? Sim, mas quero mais… agora só descanso quando aparecer no fantástico. E isso não é doidice… é prazer em fazer o que eu faço. 

Ah, não acredita que o Felipe Bazon e a Hedgehog foram pauta para uma matéria do SBT? 

Então, veja aqui:

Tem E.A.T? Tem. Tráfego de referências… métricas nunca vão deixar de ser importante.

Não estou dizendo para abandonar as métricas. Muito pelo contrário… sou a maior defensora delas. E não é só isso. 

Meu conselho é.. 

Estude. Estude muito. Mas, não deixe de ver aquela série que ama. Entornar o caldo no álcool (se beber).

Curtir a sua vida. Um bom link builder, acima de tudo, tem vontade de ir além… e para isso a gente precisa viver, né.  

E como eu disse que estudar era bom, também, deixo aqui o link para uma mesa redonda bacanuda na qual eu, Felipe Bazon,

Rosana Amaral e Pedro Dias participamos. Falamos sobre link buiding e uns segredinhos massa para quem quer ir além. Foi em uma mesa redonda promovida pelo SEMRush onde discutimos bastante sobre evolução das estratégias.

Agora, se você ama Link Building e quer saber mais, pode começar por este vídeo que eu comentei sobre os elementos de um backlink ideal. Tem muita coisa legal, também.

Aproveita. Estuda. Ama e vai em frente. 

Até mais e obrigada pelos peixes… 

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